os marcianos. um paulista e a outra carioca.
parece engraçado.
depois de tanto tempo mendigando na internet aqui e ali voltar ao exato ponto onde tudo começou.
blog.
eu lembro que o primeiro era a minha vida, e eu escrevi tanto que meus dedos cansavam. e eu falava tanto que falava até o que não devia. (amoamar, agoraachoqueteodeio)
antes blog era coisa de criança.
e eu lembro daquelas coisas piscantes que ficavam do lado, e dos milhares de templates que eu fazia, de estrelas, de estátuas, de sangue, de bichos estranhos, do los hermanos, do amarante... eu tive muitos templates diferentes... eu fiz cada um deles com tanto carinho... e me lembrei agora de um da alanis que era tão branco que me lembrava a paz de voltar do refúgio sendo a outra, mas estando melhor. infinitamente melhor.
me lembrei daquele endereço que eu tanto amava, algo do tipo "meu_pouco_que_sobrou" e eu o amava tanto, que me dividi tanto nele que fui obrigada a deixá-lo pra trás senão nunca esqueceria as dores que ele carregava. eu me lembro dos "e agora, josé?", das figuras monstras, das cores claras pra disfarçar.... no fundo era tudo sempre uma grande mentira. e mentira seria dizer que eu não sinto falta do quanto eu podia ser poética, não óbvia, perfeitamente perdida e nem por isso desinteressante como agora...
crescer é uma coisa muito chata.
e enquanto todos se divertiam depois postando fotos de caras e sorrisos, eu fotografava os detalhes móbidos, sórdidos, egoístas, infelizes. e aquilo ficava lá. é assim até hoje. e quando aparecem sorrisos são regados a lágrimas. e se antes eu me divertia tirando fotos e vivia a vida em quadros, e estava sempre a espera da revelação do filme perfeito, agora a minha câmera quebrou e levou a minha mente, brinquedo atrofiado de viajar. avião sem combustível, parado ali, sozinho.
é, crescer não tem realmente a menor graça, principalmente quando se vai dos 5 aos 80 anos em meses, como eu. quando foi o pulo do gato? um dia acordei e os cabelos brancos me caíram sobre os olhos.
a verdade é que nunca o que é pros outros é pra mim.
eu não sei fazer nada de especial. eu não sei rimar, não sei pontuar, não sei corrigir, conferir, ninar, impressionar... não sei ajeitar. só sei bagunçar...
sinto falta do marciano... e nem tenho coragem de voltar a ler, porque meu cérebro, brinquedo de me divertir, atrofiou. saudades do meu paulista intelectual no msn de manhã, filosofando logo cedo, desesperando logo cedo. "acho vou morrer de câncer". a usp nunca é o limite.
eu era algo que eu não sou mais.
eu não cresci, eu morri.
depois de tanto tempo mendigando na internet aqui e ali voltar ao exato ponto onde tudo começou.
blog.
eu lembro que o primeiro era a minha vida, e eu escrevi tanto que meus dedos cansavam. e eu falava tanto que falava até o que não devia. (amoamar, agoraachoqueteodeio)
antes blog era coisa de criança.
e eu lembro daquelas coisas piscantes que ficavam do lado, e dos milhares de templates que eu fazia, de estrelas, de estátuas, de sangue, de bichos estranhos, do los hermanos, do amarante... eu tive muitos templates diferentes... eu fiz cada um deles com tanto carinho... e me lembrei agora de um da alanis que era tão branco que me lembrava a paz de voltar do refúgio sendo a outra, mas estando melhor. infinitamente melhor.
me lembrei daquele endereço que eu tanto amava, algo do tipo "meu_pouco_que_sobrou" e eu o amava tanto, que me dividi tanto nele que fui obrigada a deixá-lo pra trás senão nunca esqueceria as dores que ele carregava. eu me lembro dos "e agora, josé?", das figuras monstras, das cores claras pra disfarçar.... no fundo era tudo sempre uma grande mentira. e mentira seria dizer que eu não sinto falta do quanto eu podia ser poética, não óbvia, perfeitamente perdida e nem por isso desinteressante como agora...
crescer é uma coisa muito chata.
e enquanto todos se divertiam depois postando fotos de caras e sorrisos, eu fotografava os detalhes móbidos, sórdidos, egoístas, infelizes. e aquilo ficava lá. é assim até hoje. e quando aparecem sorrisos são regados a lágrimas. e se antes eu me divertia tirando fotos e vivia a vida em quadros, e estava sempre a espera da revelação do filme perfeito, agora a minha câmera quebrou e levou a minha mente, brinquedo atrofiado de viajar. avião sem combustível, parado ali, sozinho.
é, crescer não tem realmente a menor graça, principalmente quando se vai dos 5 aos 80 anos em meses, como eu. quando foi o pulo do gato? um dia acordei e os cabelos brancos me caíram sobre os olhos.
a verdade é que nunca o que é pros outros é pra mim.
eu não sei fazer nada de especial. eu não sei rimar, não sei pontuar, não sei corrigir, conferir, ninar, impressionar... não sei ajeitar. só sei bagunçar...
sinto falta do marciano... e nem tenho coragem de voltar a ler, porque meu cérebro, brinquedo de me divertir, atrofiou. saudades do meu paulista intelectual no msn de manhã, filosofando logo cedo, desesperando logo cedo. "acho vou morrer de câncer". a usp nunca é o limite.
eu era algo que eu não sou mais.
eu não cresci, eu morri.
meu pedaço inteligente:

"I should've stopped to think - I should've made the time
I could've had that drink - I could've talked a while
I would've done it right - I would've moved us on
But I didn't - now it's all too late
It's over... over
And you're gone..
I miss you I miss you I miss you
I miss you I miss you I miss you so much"
(the cure / cut here)
I could've had that drink - I could've talked a while
I would've done it right - I would've moved us on
But I didn't - now it's all too late
It's over... over
And you're gone..
I miss you I miss you I miss you
I miss you I miss you I miss you so much"
(the cure / cut here)
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