domingo, outubro 15, 2006

pra muita música e pouco papo.

chega a ser cômico, e não é trágico.
volta e meia minha mente perambula pelo pensamento de ter um blog. um constante, cheio de palavras e signifcados. um blog pesado. daqueles tipos que eu tinha muito e me ajudavam muito e me trouxeram muito. daqueles tipos paulistas.
vira e mexe vem essa idéia de novo na minha cabeça, mas ela nunca dá certo. não tenho mais tanto o que dizer pros outros que estejam na internet, nos blogs, nos fotologs... eu já escrevi muito, boas coisas, eu já fui abençoada com grandes coisas, grandes pessoas. muito grandes paulistas, da capital ou não, através daqueles blogs, daqueles pesados, cheios de palavras, cheias de significados. meus e deles. eram grandes coisas, com grandes significados. eu talvez até fosse uma grande pessoa, com algumas grandes verdades, mesmo que absolutamente confrontáveis e frouxas.
hm...
vira e mexe vem essa idéia de ter um lugar pra escrever, não o diário. não as palavras de todo dia, nem de todo o dia. não as palavras do dia-a-dia, mas sim aquelas palavras cheias, pesadas. muitas palavras, com muitas toneladas, cheias de vida, ou morte.
e é sempre a mesma coisa.
abre-se o painel e estão lá meus diversos projetos inacabados, assim como muitos que talvez ainda estejam por aí e eu não procuro mais por medo de achar, e medo de não achar. eles ou a mim, ou enfim... quando se deixa palavras por aí, elas ficam por aí, pesando por aí. saíram de mim, foram pesar por aí. nunca soube mesmo se isso era o importante. nunca vou saber, tenho essa impressão.
fico alguns minutos escolhendo a qual projeto vou dar a incumbência de mais uma tentativa falida de voltar no tempo e fingir algum conteúdo. são alguns nomes, a mesma cara, as mesmas músicas citadas, as cores escuras, os títulos (in)fundados... volto a me lembrar dos paulistas, da capital em fotos... e escolho um projeto aleatoriamente. releio o passado, rio, quase nunca ainda cabe. é cômico, muitas vezes trágico, mas nunca me abala. no fundo eu sei que não vai dar certo, e que voltarei meses depois com igual desprezo ao texto debaixo.
não que eu mude muito, mas que eu finja e minta a maior parte do tempo.
e independente, sempre vou poder me olhar no espelho e negar pra mim mesma qualquer que seja o pensamento perdido nas profundezas do meu cérebro semi-novo. troco, aliás, por um hd novo e boas caixas de som pra acumular e ouvir novas porcarias. troca justa. felicitações ao novo dono.
certeza única é a de que não dará certo, for qual seja o motivo, o objetivo. é um empreendimento falido esse negócio de palavras e peso. as páginas devem ser leves. e hoje em dia o que importa é a câmera digital. zoom óptico 3x, mesmo que o das palavras seja imensamente superior e fiel a realidade. imagem.
nem apagarei nada, para começar coisa alguma. por meses nada começou, e não agora começará.

hm, há.
novas tentativas sempre trazem velhas músicas, com aquelas bandas velhas, que faziam o fundo enquanto eu escrevia aqueles blogs cheios de palavras, aquelas palavras, uma atrás da outra, fingindo grandes e pesados significados. tão grandes e pesados ficavam as páginas que a maioria delas nunca abriu, e apareciam só as palavras, os significados ficavam com aquele ícone amarelo com um ponto de exclamação.
há.
ao menos redescobrem-se as antigas fontes.



ridículo.
[delete blog]
próximo botão.





pearl jam-lost dogs-sad.



(hahahaha)

1 Comentários:

Às 5:41 PM , Blogger Diego Fagundes disse...

lindo.

você realmente devia escrever mais.

muito lindo.

 

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