I wonder...
eu estou aqui, ouvindo as músicas e não conseguindo me desvencilhar de velhos pensamentos e teorias sobre mim mesma. penso, penso, e posso descreve-me como ao ambiente. sei de cada coisa. quando o assunto sou eu mesma, eu no fundo não me engano. como não me engano pensando que os pingos pingando não estão desperdiçando litros de água. apesar de sempre enganar os alheios, sobre mim e sobre a água. posso dizer que me conheço melhor do que ninguém jamais vai me conhecer, não só porque eu sou eu - o que, aliás, acaba acontecendo sempre - , mas porque convivo comigo de uma forma tão enlouquecedora que só assim pra não enlouquecer. já fui posta diante de mim mesma muitas vezes, então eu sei quando algo é pra mim, ou quando algo apenas quer ser. e eu sei muito bem quando algo está sendo só porque eu quero assim, e só porque eu (acho que) preciso assim. e eu sei que agora é este caso. eu paro aqui sentada, começando a sentir calor porque, como sempre, desliguei o ventilador que estava fazendo eu sentir frio, e penso que posso descrever exatamente o que está acontecendo comigo. tudo. os porquês, os momentos em que dei sinal, tudo.
e é incrível que mesmo podendo descrever tudo e ver que é tudo tão igual, não possa evitar facilmente como deveria ser. não posso evitar. é revoltante. as coisas são como sempre foram, mas vou sentir como sempre também, porque não posso evitar.
meu gato desceu da cadeira de praia e foi comer.
pensando bem, desde que ele teve um acidente com uma outra cadeira de praia que nós tínhamos, ele nunca mais tinha subido em uma.
as coisas não são pateticamente iguais, é só uma questão de observar os detalhes.
sobre mim, eu já não sei.
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