today the sun is burning out...
então é como se hoje fosse tudo pateticamente igual, mas esclarecidamente diferente. a tormenta vem, vem densa e cruel e mata, mas mata pra fazer reviver quando tudo tiver passado. quando a gente aceita é mais fácil, e tem dias que a gente tem que aceitar, ou então não levanta... e eu escolhi sair andando por aí, pra ver o que ainda me resta ver, o que ainda me vai fazer fechar os olhos pra querer só sentir. eu escolhi viver. não hoje, nem amanhã, mas escolhi viver... mesmo que pra isso fosse necessário matar algo hoje.
tudo mais fácil quando notei que o corpo a que eu estava abraçada nunca existiu. e chega a ser engraçado como de repente, ao retomar a consciência, ao me desafogar da água salgada, ele não passou de um vulto causado pela sombra da cortina na parede. assim como uma espécie de fumaça que traguei e modelei a meu gosto, com os lábios. um gosto sem gosto. e não seria salgado, pois só quem o sente pode ser, nem seria amargo apenas por nunca ter chegado a ser.
então hoje as mesmas músicas contarão uma história diferente. então hoje elas se reinventarão pra mim e após tantas repetições chorosas finalmente tocarão como um adeus. não aquele incerto, por entre a grade, meio tímido, num sorriso amarelo. elas tocarão fortes, pesadas, mesmo que suaves na voz infantil. soarão pela casa perfurantes, potentes, independentes. independentes de qualquer invenção, de qualquer versão. inversão.
inverter.
inverter pra poder acordar um dia sem ter a vida chacoalhada por um mero capricho de uma sombra na parede. inverter pra sobreviver às outras mortes e outras vidas que, estas sim, serão minhas.
inverter.
tudo mais fácil quando notei que o corpo a que eu estava abraçada nunca existiu. e chega a ser engraçado como de repente, ao retomar a consciência, ao me desafogar da água salgada, ele não passou de um vulto causado pela sombra da cortina na parede. assim como uma espécie de fumaça que traguei e modelei a meu gosto, com os lábios. um gosto sem gosto. e não seria salgado, pois só quem o sente pode ser, nem seria amargo apenas por nunca ter chegado a ser.
então hoje as mesmas músicas contarão uma história diferente. então hoje elas se reinventarão pra mim e após tantas repetições chorosas finalmente tocarão como um adeus. não aquele incerto, por entre a grade, meio tímido, num sorriso amarelo. elas tocarão fortes, pesadas, mesmo que suaves na voz infantil. soarão pela casa perfurantes, potentes, independentes. independentes de qualquer invenção, de qualquer versão. inversão.
inverter.
inverter pra poder acordar um dia sem ter a vida chacoalhada por um mero capricho de uma sombra na parede. inverter pra sobreviver às outras mortes e outras vidas que, estas sim, serão minhas.
inverter.
.itiannaiti:no connection with what you say.
Marcadores: and if I say, blood, don't let me down, fool, fuck things up, holocaust, i like it, in flames, intoxicated, killer wheel, kiss the knife, lie or die, no connection, shut me up, stay for a while
3 Comentários:
bom, já te falei que li de trás pra frente, né!? hahaha! =DD
Gostei muito desse post e seu blog é muito interessante, vou passar por aqui sempre =) Depois dá uma passadinha lá no meu, que é sobre frases e poesias, espero que goste. O endereço dele é http://mil-frases.blogspot.com. Um abraço.
eu ainda estou com sono... minha cabeça não funciona de manhã ("e funciona alguma hora?" ¬¬).
:**
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial