uma cadeira prateada.
por que eu não posso apenas ler as coisas, não pensar a respeito e nem em coisas metafísicas que vão além dos assuntos escritos, fechar o firefox, desligar o monitor e voltar a estudar? por que? por que? tenho que pensar e remoer sobre as coisas mais improváveis, mais abstratas, inventar as teorias mais difíceis de serem concluídas só pra me sentir uma chata, perdida, e voltar a pensar nisso daqui a alguns dias... as coisas não se facilitam mesmo.de qualquer jeito... o que to fazendo aqui? o que to fazendo escrevendo aqui coisas que poderia muito bem ficar pra mim ou então nunca serem escritas? por que insistir em escrever em um - e meu deus, eu odeio este nome - blog? *argh*. por que? tenho saudade dos meus diários pequenos e pesados, aqueles cheios que carregavam as respostas pras perguntas mais importantes do universo pra mim e que de repente se perderam porque a gente se complexifica e as perguntas também. e ao mesmo tempo sou grata por não mais estar fragmentada em tantos e tantos pedaços de papéis coloridos, impossíveis de se beber de uma vez.
... mas e isso aqui? é tão fugaz. digo, do que é constituído isso aqui? eu sei lá. as minhas fotos estão aqui dentro dessa caixa nojenta de poeira, e eu não posso pegá-las pra mostrar aos meus amigos numa tarde sábado, o sol morrendo lá fora e nós embebidos em vida aqui dentro. não podemos nos sentar em volta de uns biscoitos e das jarras de mate e passar as imagens de mãos em mãos lembrando de cada momento bonito, chorando e se abraçando por tudo de lindo que foi (e foi. porque afinal, todo mundo cresce). é como se agora eu quisesse minha vida toda pra mim, e os cabos a me enforcar o pescoço.
voltamos sempre à foto do pé e à garrafa pra beber a si mesmo de uma vez, em um só gole. já lembrava um grande amigo "existir é isso: beber a si próprio sem sede". e vamos embora sempre de mãos e garganta vazia, sem nada que possa saciar essa gana que nada mais é que gana por consciência. queremos isso o tempo inteiro. queremos viver conscientes sem a necessidade desses choques elétricos nos mamilos e chutes no estômago. e insistimos nisso por mais que saibamos que nossa mente falha dorme ao menor sinal de sossego.
mas meu sossego não vem!
mas sempre se repete a agonia das novas questões que surgem e se sobrepõem as outras interminadas, as teorias impossíveis de se concluir.
eu não quero mais, vamos colar de volta a ostra.
vamos apenas fingir saber o que escrever enquanto ele explode nossos miolos de tanto gritar?
ahhh, a vida... das tragédias a mais longa e insuportável poesia.
... mas e isso aqui? é tão fugaz. digo, do que é constituído isso aqui? eu sei lá. as minhas fotos estão aqui dentro dessa caixa nojenta de poeira, e eu não posso pegá-las pra mostrar aos meus amigos numa tarde sábado, o sol morrendo lá fora e nós embebidos em vida aqui dentro. não podemos nos sentar em volta de uns biscoitos e das jarras de mate e passar as imagens de mãos em mãos lembrando de cada momento bonito, chorando e se abraçando por tudo de lindo que foi (e foi. porque afinal, todo mundo cresce). é como se agora eu quisesse minha vida toda pra mim, e os cabos a me enforcar o pescoço.
voltamos sempre à foto do pé e à garrafa pra beber a si mesmo de uma vez, em um só gole. já lembrava um grande amigo "existir é isso: beber a si próprio sem sede". e vamos embora sempre de mãos e garganta vazia, sem nada que possa saciar essa gana que nada mais é que gana por consciência. queremos isso o tempo inteiro. queremos viver conscientes sem a necessidade desses choques elétricos nos mamilos e chutes no estômago. e insistimos nisso por mais que saibamos que nossa mente falha dorme ao menor sinal de sossego.
mas meu sossego não vem!
mas sempre se repete a agonia das novas questões que surgem e se sobrepõem as outras interminadas, as teorias impossíveis de se concluir.
eu não quero mais, vamos colar de volta a ostra.
vamos apenas fingir saber o que escrever enquanto ele explode nossos miolos de tanto gritar?
ahhh, a vida... das tragédias a mais longa e insuportável poesia.
Marcadores: sleep all day, spawn again, verde
2 Comentários:
Luciana?
Luciana é o meu outro eu, sabe?
Não sei porque meu outro lado tem esse nome, não foi um nome que me marcou de alguma forma, ele simplesmente foi escolhido e hoje é especial, anda comigo. Quando eu quero fugir da Melina tão chata, que às vezes só reclama...
Acredito que Luciana é o meu outro lado de ver o mundo, eu posso ver e participar ativamente da vida dele e posso mandar, dizer o que faria se eu fosse ela. Muitas vezes, queria ter a vida DELA. Entende? =D
Li o seu texto.
Eu não sei porque fiz um blog, só estava afim de escrever em um dia, e a alternativa que me apareceu foi esta. Eu gosto dele, escrevo tudo o que penso e como muita gente não lê, eu não preciso ficar dando satisfações ou ouvindo o que deixam ou deixaram de achar. Esse é o lado bom da coisa.
É ruim que não compartilho com muita gente, não sei se esse blog é tão sentimental quanto poderia ser um diário para mim, mas, para mim isso não faz muita diferença, não gostaria de escrever, tenho vergonha de escrever, vergonha do que o papel vai pensar de mim. Isso já não acontece com o blog, porque eu digito, pensando em outras coisas...
Beijo,
bom início de semana!
;*
Bem. Quem gosta de escrever e tem idéias interessantes - como você me parece ter pelas vezes que já vim por aqui - acaba sempre caindo no mundo dos blogs (não tenho nada contra a palavra... rsrs... me intrigou você ter... rsrs). Eu digo que acaba sendo um tipo de terapia.
Sempre digo que escrevo para mim, são meus textos e como encaro a vida. Mas quando colocamos no virtual, temos, por vezes, respostas. E encontramos similares. E vemos que não somos tão estranhos ou loucos assim. E é isso que é legal.
Continue escrevendo, guapa. Precisamos de gente com idéias próprias por aqui...
Besos
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