... your heaven is a lie.
em exatos 18 minutos que tenho de descanso, até começar a estudar de novo, não consigo pensar em nada que gostaria de pensar.
não que eu não tenha o direito de pensar em coisas inúteis em alguns momentos como toda pessoa normal, mas que eu pense nessas coisas inúteis, que não são só inúteis, mas sim uma desgraça, é uma vergonha.
eu gostaria de pensar em outras coisas. coisas bestas poderia ser, coisas estúpidas, ou poderia eu desmaiar, meus olhos se fecharem e só abrirem daqui a 16 minutos, eu pronta pra abrir o livro e devorar o le goff. eu gostaria. mas a minha cabeça fica assim, em círculos, indo e vindo em pensamentos tão inversamente produtivos que pioram minhas cólicas.
e de nada vale deixar o pensamento livre. de nada vale. deixo o pensamento frouxo e de repente uma amarra o agarra e aperta, até que ele, fraco, liberta todos os desprodutos dos desejos inúteis, que não são inúteis. são maus. são indesejáveis, são... humanos. essas coisas de sentimentos, sabe, querido, não valem de nada. se ao menos produzisse, mas fica apertado, sufocado até morrer, matando junto o que há ao redor. essa vida, querido, de sentir, é muito injusta.
fico aqui eu, sentada, descansando meus últimos 13 minutos, ouvindo umas músicas avulsas escolhidas ao deus-dará-do-meu-winamp, como se fosse uma tentativa de não pensar em nada. pois engana-se quem acha que o escrever incentiva. escrever esvazia. quase pela metade o pote está. faltam 12 agora. e há de ser assim. pois quando não é no shuffle, o deus dará da minha cabeça escolhe músicas que por si só seriam o diesel mais potenciador do motorzinho demoníaco que há em algum lugar dentro de meu cérebro. cérebro, querido? sim. que o coração seja um músculo, e faça flexões de outro modo. que falemos e falemos dele, mas o culpado é o cérebro. morte a ele! morte a todos eles! morte.
morte?
isso me lembra aquela aula de medieval. aquela que teve seu fim há exatos 170 minutos, que corroeu minhas últimas capacidades produtivas e que eu ainda lembro, distante, como uma voz slow motion, cenas em câmera lenta e umas cores meio assim assim. é, querido, você precisa de óculos novos.
a exatos 9 minutos do meu próximo estudo vem o jantar. quentinho, temperado, com gosto de lar. uma maravilha essa coisa de cheirar. comer. mastigar e engolir. uma maravilha essa coisa de não doer ao mastigar. diferente de quando é o cérebro que o faz... mastiga e mastiga. e tritura tudo, e destrói e consome, e às vezes mata. querido, o jantar vai esfriar.
e agora a 7, o jantar esfria, as batatas endurecem e perdem o charme, consumido pelos malditos pensamentos à mesa. proibido deveria ser se levar o cérebro à mesa. proibido deveria ser, querido, levar o cérebro a qualquer lugar dentro de você, onde ele em minutos destrói tudo, em simples 18 minutos que você tinha de vida, e foram transformados em morte.
e põe-se o primeiro montante de comida na boca. ao menos aquilo era real.
não que eu não tenha o direito de pensar em coisas inúteis em alguns momentos como toda pessoa normal, mas que eu pense nessas coisas inúteis, que não são só inúteis, mas sim uma desgraça, é uma vergonha.
eu gostaria de pensar em outras coisas. coisas bestas poderia ser, coisas estúpidas, ou poderia eu desmaiar, meus olhos se fecharem e só abrirem daqui a 16 minutos, eu pronta pra abrir o livro e devorar o le goff. eu gostaria. mas a minha cabeça fica assim, em círculos, indo e vindo em pensamentos tão inversamente produtivos que pioram minhas cólicas.
e de nada vale deixar o pensamento livre. de nada vale. deixo o pensamento frouxo e de repente uma amarra o agarra e aperta, até que ele, fraco, liberta todos os desprodutos dos desejos inúteis, que não são inúteis. são maus. são indesejáveis, são... humanos. essas coisas de sentimentos, sabe, querido, não valem de nada. se ao menos produzisse, mas fica apertado, sufocado até morrer, matando junto o que há ao redor. essa vida, querido, de sentir, é muito injusta.
fico aqui eu, sentada, descansando meus últimos 13 minutos, ouvindo umas músicas avulsas escolhidas ao deus-dará-do-meu-winamp, como se fosse uma tentativa de não pensar em nada. pois engana-se quem acha que o escrever incentiva. escrever esvazia. quase pela metade o pote está. faltam 12 agora. e há de ser assim. pois quando não é no shuffle, o deus dará da minha cabeça escolhe músicas que por si só seriam o diesel mais potenciador do motorzinho demoníaco que há em algum lugar dentro de meu cérebro. cérebro, querido? sim. que o coração seja um músculo, e faça flexões de outro modo. que falemos e falemos dele, mas o culpado é o cérebro. morte a ele! morte a todos eles! morte.
morte?
isso me lembra aquela aula de medieval. aquela que teve seu fim há exatos 170 minutos, que corroeu minhas últimas capacidades produtivas e que eu ainda lembro, distante, como uma voz slow motion, cenas em câmera lenta e umas cores meio assim assim. é, querido, você precisa de óculos novos.
a exatos 9 minutos do meu próximo estudo vem o jantar. quentinho, temperado, com gosto de lar. uma maravilha essa coisa de cheirar. comer. mastigar e engolir. uma maravilha essa coisa de não doer ao mastigar. diferente de quando é o cérebro que o faz... mastiga e mastiga. e tritura tudo, e destrói e consome, e às vezes mata. querido, o jantar vai esfriar.
e agora a 7, o jantar esfria, as batatas endurecem e perdem o charme, consumido pelos malditos pensamentos à mesa. proibido deveria ser se levar o cérebro à mesa. proibido deveria ser, querido, levar o cérebro a qualquer lugar dentro de você, onde ele em minutos destrói tudo, em simples 18 minutos que você tinha de vida, e foram transformados em morte.
e põe-se o primeiro montante de comida na boca. ao menos aquilo era real.
"You say that I take it too hard
And all I ask is comprehension
Bring back to you a piece of my broken heart
I'm ready to surrender"
. angra.
And all I ask is comprehension
Bring back to you a piece of my broken heart
I'm ready to surrender"
. angra.
1 Comentários:
Ai que dor esse post! O cérebro definitavemnte é infernal, é os pensamentos que ele traz são de enlouquecer qualquer um!
Cuide-se!
=***
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