living reflection...
Measuring a summer's day,
I only finds it slips away to grey,
The hours, they bring me pain.
Tangerine, Tangerine,
Living reflection from a dream;
I was her love, she was my queen,
And now a thousand years between.
Thinking how it used to be,
Does she still remember times like these?
To think of us again? And I do.
I only finds it slips away to grey,
The hours, they bring me pain.
Tangerine, Tangerine,
Living reflection from a dream;
I was her love, she was my queen,
And now a thousand years between.
Thinking how it used to be,
Does she still remember times like these?
To think of us again? And I do.
nossa. temo que as músicas tenham perdido o significado pra mim.
não todas. algumas são realmente grandes, como essa e the rain song, e algumas poucas outras, mas tem umas que...
sabe aquele los hermanos? se perdeu. uma pena.
eu gostava muito, sentia grandes coisas, chorava grandes rios, etcétera e tal, mas... algo secou. não só as lágrimas, ou os sentimentos plenos, mas a vontade. é, a vontade secou.
a vontade de acompanhar, gritar e até ouvir, secou. los hermanos era muito íntimo e foi se perdendo de uma maneira tão feia que sumiu. não acho por causa disso que era uma fase, só penso - e isso vem como uma confirmação -, que algo muito grande da minha essência realmente se perdeu, ou simplesmente tenha mudado de maneira tal que até o los hermanos, a grande certeza do meu ser, se perdeu.
não digo o los hermanos como banda só, as músicas, nem só os shows, os amigos. digo tudo. e quando digo tudo, quero dizer mesmo tudo. todas as coisas que faziam o los hermanos ser pra mim o los hermanos. aquela banda que me fez achar pessoas maravilhosas de muitos cantos do brasil, que me fez fazer bons amigos de fila, que me fez chorar, gostar de confetes, que me fez produzir belíssimas coisas inspiradas por eles. quando digo tudo, digo tudo. e tudo se perdeu. e eu olho agora aqui do meu banquinho e vejo tudo tão longe, distante, meio embaçado até. talvez sejam meus óculos, fracos, arranhados e embaçados. talvez seja isso. os óculos que não me deixam ver direito dentro de mim mesma. ou então minha ex-essência se escondeu atrás de algo que eu, francamente, não consigo identificar o que é.
ainda me vejo, em certos momentos, fazendo balaços momentâneos dos meus dias, das minhas horas, dos pequenos minutos e segundos, e racionalmente e até emcionalmente, me vejo bem. ponho as coisas na balança e vejo que tudo está bem. eu tenho uma boa vida, sou feliz, essencialmente feliz. me vejo um todo que talvez não tenha visto em nenhuma época da vida. mas ainda assim, a felicidade parece tão chata e sem graça, sabe?
às vezes penso que é tão ruim me sentir completa mesmo sem ouvir música como ouvia antes, e às vezes penso que talvez seja realmente isso que falta pra mim. música. talvez se a música ainda fosse tão presente eu seria mais feliz. não mais feliz, mas mais... emocionada. não tem adiantado muito ser feliz como eu sou, e realmente sou, e ser tão sem graça. a vida tem sentido, ainda bem, mas falta graça.
e falta saco. falta paciência. falta interesse.
eu me sinto completa, agradecida pelo que eu tenho (eu tenho muitas boas coisas, coisas realmente legais), mas falta. e falta algo que não depende de ninguém, nem de mim talvez.
talvez a vida boa seja chata.
complicado, hun?
chato - diria eu - bem chato.

* gostaria eu de ressaltar que o led zeppelin, contrariando tudo o que eu disse, ainda me toca. oh god, thanks.
não todas. algumas são realmente grandes, como essa e the rain song, e algumas poucas outras, mas tem umas que...
sabe aquele los hermanos? se perdeu. uma pena.
eu gostava muito, sentia grandes coisas, chorava grandes rios, etcétera e tal, mas... algo secou. não só as lágrimas, ou os sentimentos plenos, mas a vontade. é, a vontade secou.
a vontade de acompanhar, gritar e até ouvir, secou. los hermanos era muito íntimo e foi se perdendo de uma maneira tão feia que sumiu. não acho por causa disso que era uma fase, só penso - e isso vem como uma confirmação -, que algo muito grande da minha essência realmente se perdeu, ou simplesmente tenha mudado de maneira tal que até o los hermanos, a grande certeza do meu ser, se perdeu.
não digo o los hermanos como banda só, as músicas, nem só os shows, os amigos. digo tudo. e quando digo tudo, quero dizer mesmo tudo. todas as coisas que faziam o los hermanos ser pra mim o los hermanos. aquela banda que me fez achar pessoas maravilhosas de muitos cantos do brasil, que me fez fazer bons amigos de fila, que me fez chorar, gostar de confetes, que me fez produzir belíssimas coisas inspiradas por eles. quando digo tudo, digo tudo. e tudo se perdeu. e eu olho agora aqui do meu banquinho e vejo tudo tão longe, distante, meio embaçado até. talvez sejam meus óculos, fracos, arranhados e embaçados. talvez seja isso. os óculos que não me deixam ver direito dentro de mim mesma. ou então minha ex-essência se escondeu atrás de algo que eu, francamente, não consigo identificar o que é.
ainda me vejo, em certos momentos, fazendo balaços momentâneos dos meus dias, das minhas horas, dos pequenos minutos e segundos, e racionalmente e até emcionalmente, me vejo bem. ponho as coisas na balança e vejo que tudo está bem. eu tenho uma boa vida, sou feliz, essencialmente feliz. me vejo um todo que talvez não tenha visto em nenhuma época da vida. mas ainda assim, a felicidade parece tão chata e sem graça, sabe?
às vezes penso que é tão ruim me sentir completa mesmo sem ouvir música como ouvia antes, e às vezes penso que talvez seja realmente isso que falta pra mim. música. talvez se a música ainda fosse tão presente eu seria mais feliz. não mais feliz, mas mais... emocionada. não tem adiantado muito ser feliz como eu sou, e realmente sou, e ser tão sem graça. a vida tem sentido, ainda bem, mas falta graça.
e falta saco. falta paciência. falta interesse.
eu me sinto completa, agradecida pelo que eu tenho (eu tenho muitas boas coisas, coisas realmente legais), mas falta. e falta algo que não depende de ninguém, nem de mim talvez.
talvez a vida boa seja chata.
complicado, hun?
chato - diria eu - bem chato.

* gostaria eu de ressaltar que o led zeppelin, contrariando tudo o que eu disse, ainda me toca. oh god, thanks.
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