música, música: pra que te...?
incrível. incrível mesmo.
hoje talvez eu seja a pessoa mais controversa do mundo. vou desmentir neste exato comento tudo o que eu disse aqui. e, devo dizer, me sinto a pessoa mais feliz do mundo por isso.
considerando, como bem disse meu amigo vô (sim, ele é um vô, mas também é amigo), que a principal estratégia pra vitória em debates de historiadores é o uso desesperado da palavra anacrônico, vou me utilizar dela pra não ser tão contraditória e incoerente.
crescer não é fácil. crescer é sim uma das coisas mais insuportáveis e confusas do mundo, e entender o que acontece ao mesmo tempo que está acontecendo é quase tão impossível como imaginar hobsbawm escrevendo a revolução francesa sentado ao lado de robespierre à mesa. impraticável! há o tempo da digestão, há o tempo da compreensão, há o tempo pelo tempo, soprando tudo, ajeitando tudo. e não, não necessariamente cobrindo tudo, muitas vezes limpando a vista pra que realmente tudo possa ver. então posso dizer que é isso. seria extremamente anacrônico eu querer entender tudo o que estava havendo com a minha relação com a música no momento em que a Revolução acontecia.
não que revoluções não aconteçam diariamente na minha cabeça produzidas também pelas revoluções musicais que acontecem no meu winamp - tão conflituoso e explosivo quanto paris em 178ebolinha. não que eu não esteja ainda em processo de mudança e que não vá sempre estar, mas agora posso ver que passei por uma verdadeira Revolução. mas também não sei se a de hobsbawm ou de hannah arendt... hahahaha, que merda de cabeça de historiadora...
então o que aconteceu não foi uma perda de sensibilidade, mas uma mudança de forma dessa senbilidade, dessa música, dessa...luciana. como eu queria, depois de tantas revoluções pessoais, continuar com a mesma forma de sensibilidade crua, e adolescente? um tremendo anacronismo, ora, luciana, boba. (silly, bridget!) eu não podia, depois de tanto ter amadurecido minha forma de ver o mundo inteiro e a mim mesma , continuar tendo as mesmas reações diante das mesmas músicas. e não é que você não goste tanto quanto ou ainda mais que antes, luciana, sua grandissíssima - oi, chaves! - anacrônica, apenas o jeito de demonstrar isso que mudou. só porque lágrimas não correm fartas pelo rosto não quer dizer que tudo petrificado está. é só amadurecimento, moça, apenas isso. não há perda, como na natureza, há apenas transformação. e foi uma grande e - por que não? - bonita revolução. pessoal, interna, mas que mudou todas as coisas do mundo também. afinal até que ponto as coisas não só existem quando tenho a percepção delas? (mas até que ponto é mesmo assim também? ihhh, não sei...)
só sei que foi assim.
hoje talvez eu seja a pessoa mais controversa do mundo. vou desmentir neste exato comento tudo o que eu disse aqui. e, devo dizer, me sinto a pessoa mais feliz do mundo por isso.
considerando, como bem disse meu amigo vô (sim, ele é um vô, mas também é amigo), que a principal estratégia pra vitória em debates de historiadores é o uso desesperado da palavra anacrônico, vou me utilizar dela pra não ser tão contraditória e incoerente.
crescer não é fácil. crescer é sim uma das coisas mais insuportáveis e confusas do mundo, e entender o que acontece ao mesmo tempo que está acontecendo é quase tão impossível como imaginar hobsbawm escrevendo a revolução francesa sentado ao lado de robespierre à mesa. impraticável! há o tempo da digestão, há o tempo da compreensão, há o tempo pelo tempo, soprando tudo, ajeitando tudo. e não, não necessariamente cobrindo tudo, muitas vezes limpando a vista pra que realmente tudo possa ver. então posso dizer que é isso. seria extremamente anacrônico eu querer entender tudo o que estava havendo com a minha relação com a música no momento em que a Revolução acontecia.
não que revoluções não aconteçam diariamente na minha cabeça produzidas também pelas revoluções musicais que acontecem no meu winamp - tão conflituoso e explosivo quanto paris em 178ebolinha. não que eu não esteja ainda em processo de mudança e que não vá sempre estar, mas agora posso ver que passei por uma verdadeira Revolução. mas também não sei se a de hobsbawm ou de hannah arendt... hahahaha, que merda de cabeça de historiadora...
então o que aconteceu não foi uma perda de sensibilidade, mas uma mudança de forma dessa senbilidade, dessa música, dessa...luciana. como eu queria, depois de tantas revoluções pessoais, continuar com a mesma forma de sensibilidade crua, e adolescente? um tremendo anacronismo, ora, luciana, boba. (silly, bridget!) eu não podia, depois de tanto ter amadurecido minha forma de ver o mundo inteiro e a mim mesma , continuar tendo as mesmas reações diante das mesmas músicas. e não é que você não goste tanto quanto ou ainda mais que antes, luciana, sua grandissíssima - oi, chaves! - anacrônica, apenas o jeito de demonstrar isso que mudou. só porque lágrimas não correm fartas pelo rosto não quer dizer que tudo petrificado está. é só amadurecimento, moça, apenas isso. não há perda, como na natureza, há apenas transformação. e foi uma grande e - por que não? - bonita revolução. pessoal, interna, mas que mudou todas as coisas do mundo também. afinal até que ponto as coisas não só existem quando tenho a percepção delas? (mas até que ponto é mesmo assim também? ihhh, não sei...)
só sei que foi assim.
afórmuladacocacola.perlasiete
Marcadores: anacrônico, anacronismo, bridget jones, luciana, música, revolução
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