uma menina com gostos de macho.
é impossível não se pegar rotulando de vez enquando, não só a si mesmo quanto os outros, e às vezes o rótulo serve de guia, de amparo, como um corrimão de escada. você vai se guiando ali pela sua adolescência fedorenta, aquele mundo de possibilidades que você só consegue ver que não tem. você vai aqui se beirando, ali se ambientando, o rótulo vai te empurrando, às vezes pro caminho oposto, mas vai.
e tá na moda dizer que não, o que tá na moda agora é negar, os estilos são tão estilos que a marca registrada é negar, dizer que não, jurar de pé junto que nunca, de maneira nenhuma se faz parte daquilo. quanta saudade daqueles rótulos adolescentes tão óbvios, tão claros, um cartão de visita tão sincero e puro quanto o amor naquela época. e quanta saudade do orgulho de ouvir um "SIM, EU SOU ROQUEIRO SUJO, eu existo para o mundo!" naqueles saraus podres em que a gente se divertia girando até vomitar.
o problema é que ainda sou uma adolescente tão óbvia que aqueles rótulos tão fora de moda hoje em dia ainda me dizem tanto... e então me pego separando o mundo em rótulos que agora chamamos de tags. vou separar as pessoas em tags, colar etiquetas e guardar em gavetas apropriadas, numeradas e coloridas de acordo.
queria poder ir cobrindo meu caminho seguido com o hidrocor vermelho, como um rastro de miolo de pão pela floresta, pra que nunca me perdesse, ou apenas para fins saudosistas daqui a anos. de quando em vez recolher todas as pistas e saborear toda a bagagem com paixão, como no momento. puxar as pontas do papel vermelho, afastar o alumínio reluzente e abocanhar o ácido de adolescência perturbada, mas vivida. vivida, é a diferença. quem são os adolescentes de hoje em dia, que merda eles estão ouvindo... artic macacos?! e o amor? e o suor, o sangue, cadê? queria poder refazer o caminho e entender como vim parar aqui onde estou, um lugar que, ainda bem, me faz sentir diferente-ainda-bem de vez enquando olhando pela janela do meu mundo e vendo as mazelas alheias. um lugar de onde posso ser bombardeada com todas as porcarias do universo e ainda assim vou conseguir selecionar o que vai me acompanhar a vida inteira, mesmo que como um miolo pelo caminho. abrir o winamp e estar escrevendo sua História... conversar e estar trilhando um caminho... ouvir os sons e estar acumulando a herança dos filhos...
querendo ou não, eu olho e vejo música. querendo, sinto música. e tudo depende de qual a música. o critério é meu caminho. novamente, a arte de comer pelas beradas a bandeira da imbecilidade da cabelos esticados e saias plissadas.
e tá na moda dizer que não, o que tá na moda agora é negar, os estilos são tão estilos que a marca registrada é negar, dizer que não, jurar de pé junto que nunca, de maneira nenhuma se faz parte daquilo. quanta saudade daqueles rótulos adolescentes tão óbvios, tão claros, um cartão de visita tão sincero e puro quanto o amor naquela época. e quanta saudade do orgulho de ouvir um "SIM, EU SOU ROQUEIRO SUJO, eu existo para o mundo!" naqueles saraus podres em que a gente se divertia girando até vomitar.
o problema é que ainda sou uma adolescente tão óbvia que aqueles rótulos tão fora de moda hoje em dia ainda me dizem tanto... e então me pego separando o mundo em rótulos que agora chamamos de tags. vou separar as pessoas em tags, colar etiquetas e guardar em gavetas apropriadas, numeradas e coloridas de acordo.
queria poder ir cobrindo meu caminho seguido com o hidrocor vermelho, como um rastro de miolo de pão pela floresta, pra que nunca me perdesse, ou apenas para fins saudosistas daqui a anos. de quando em vez recolher todas as pistas e saborear toda a bagagem com paixão, como no momento. puxar as pontas do papel vermelho, afastar o alumínio reluzente e abocanhar o ácido de adolescência perturbada, mas vivida. vivida, é a diferença. quem são os adolescentes de hoje em dia, que merda eles estão ouvindo... artic macacos?! e o amor? e o suor, o sangue, cadê? queria poder refazer o caminho e entender como vim parar aqui onde estou, um lugar que, ainda bem, me faz sentir diferente-ainda-bem de vez enquando olhando pela janela do meu mundo e vendo as mazelas alheias. um lugar de onde posso ser bombardeada com todas as porcarias do universo e ainda assim vou conseguir selecionar o que vai me acompanhar a vida inteira, mesmo que como um miolo pelo caminho. abrir o winamp e estar escrevendo sua História... conversar e estar trilhando um caminho... ouvir os sons e estar acumulando a herança dos filhos...
querendo ou não, eu olho e vejo música. querendo, sinto música. e tudo depende de qual a música. o critério é meu caminho. novamente, a arte de comer pelas beradas a bandeira da imbecilidade da cabelos esticados e saias plissadas.
com muito orgulho sou muito macho, PORRA!
1 Comentários:
pois é... muito macho! hahahaha
e falando em corrimãos... eu não me dou bem com eles nem com as escadas! ;)
:*
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