adeus, ano velho.
ele veio, ficou, se refestelou com cara de velho. cabelos brancos, dedos enrugados, ensinamentos com lágrimas nos olhos e olhar taciturno. me olhou daquele jeito ofensivo, deu um tapa na minha cara, e agora vem querer me ensinar as coisas.
2007, tenha uma boa viagem.
vou lembrar de brigas que, pela primeira vez na minha vida, reaproximaram pessoas. vou lembrar do medo de estar sozinha, da dificuldade de se desapegar de coisas velhas, que acontece todo ano, mas que nesse me deixou à beira de um precipício solitário, escuro. vou lembrar de todas as músicas que eu ouvi, e foram muitas, e novas pra mim, de todas as pessoas que se tornaram fontes delas, e que se tornaram receptáculos. vou me lembrar de um sentimento confuso, ora vermelho ora cinzento, que perturbou, perturbou, que me disse olá todas as manhãs, que me beijou todas as tardes com aquele gosto amargo, e a noite com o sal nos lábios. vou lembrar dele olhando de longe e dando adeus.
você fica em 2007.
e eu? eu já fui.
aí, blind melon. é a boa.
aí, alice in chais. é a muito boa.
2007, tenha uma boa viagem.
vou lembrar de brigas que, pela primeira vez na minha vida, reaproximaram pessoas. vou lembrar do medo de estar sozinha, da dificuldade de se desapegar de coisas velhas, que acontece todo ano, mas que nesse me deixou à beira de um precipício solitário, escuro. vou lembrar de todas as músicas que eu ouvi, e foram muitas, e novas pra mim, de todas as pessoas que se tornaram fontes delas, e que se tornaram receptáculos. vou me lembrar de um sentimento confuso, ora vermelho ora cinzento, que perturbou, perturbou, que me disse olá todas as manhãs, que me beijou todas as tardes com aquele gosto amargo, e a noite com o sal nos lábios. vou lembrar dele olhando de longe e dando adeus.
você fica em 2007.
e eu? eu já fui.
aí, blind melon. é a boa.
aí, alice in chais. é a muito boa.
Marcadores: abelhinhas, alice in chains, ano velho, blind melon
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