sábado, outubro 28, 2006

blues da piedade

como sempre estava ali. sempre queria estar. não era obrigada que ia, não era de má vontade que ia, era com o coração aberto. era com toda a coragem de tentar reaprender que ia. e, acredite, ela ia.
mas nunca estava ali por inteiro. as partes iam sendo deixadas pelo caminho, e quando chegava ao destino era só a metade, ou menos, ou o negativo da menina. tentava recolher as partes que caíam enquanto andava, sem sucesso. eram mais partes que seus braços de menina poderiam carregar. era menina, era uma menina ainda, e chegavam apenas os cabelos brancos, as rugas, as cicatrizes.
os olhos estavam sempre nos olhos. e por mais que estivessem, e por mais que ela estivesse ali, nunca era sincero. desaprenderam, assim como a menina, a dizer a inteira verdade. dizia sim, a verdade normal, a verdade do meio, a equilibrada. não se mostraria por inteiro como errara tantas vezes, tinha medo. e guardava pra si aquela parte que dizia sua. a sua verdadeira parte, o resumo do que caíra pelo caminho. e guardava aquela parte com carinho, e dormia com ela, a única lembrança daquela menina.
por vezes as palavras vinham, e a menina cerrava os dentes, não as deixaria sair. por vezes até pensara em dizer, mas as palavras não vinham. o corpo e a alma ajudavam a não deixar que a menina se dissesse menina. e quem iria querer ouvir o que ela teria a dizer? e quem iria querer saber das partes que caíram pelo caminho? e mais... quem, quem iria querer saber daquela parte, aquela, a que ainda luta pra se manter intacta e não cair pelo caminho? ninguém iria querer saber da menina. calava e guardava pra de noite abraçar sua parte e deixá-la rolar o rosto, como fosse.
no dia seguinte a menina ia, como sempre. ia sempre com gosto, não era obrigada que ia. ia pela metade, mas ia. ia disposta a reaprender o que fosse, pra quem sabe um dia poder contar sua única parte a ele. mas ao enfrentar os olhos gelados, gelados ficavam os dela também. e não molharia ali o que os dele secaram.
e de noite, que rolassem pelo rosto.



"oh elise it doesn't matter what you do

I know I'll never really get inside of you
to make your eyes catch fire
the way they should

(...)

but I just can't hold my tears away
the way you do

elise believe I never wanted this
I thought this time I'd keep all of my promises
I thought you were the girl always dreamed about
but I let the dream go
and the promises broke
and the make-believe ran out..."

c u r e.

quarta-feira, outubro 25, 2006

... your heaven is a lie.

em exatos 18 minutos que tenho de descanso, até começar a estudar de novo, não consigo pensar em nada que gostaria de pensar.
não que eu não tenha o direito de pensar em coisas inúteis em alguns momentos como toda pessoa normal, mas que eu pense nessas coisas inúteis, que não são só inúteis, mas sim uma desgraça, é uma vergonha.
eu gostaria de pensar em outras coisas. coisas bestas poderia ser, coisas estúpidas, ou poderia eu desmaiar, meus olhos se fecharem e só abrirem daqui a 16 minutos, eu pronta pra abrir o livro e devorar o le goff. eu gostaria. mas a minha cabeça fica assim, em círculos, indo e vindo em pensamentos tão inversamente produtivos que pioram minhas cólicas.
e de nada vale deixar o pensamento livre. de nada vale. deixo o pensamento frouxo e de repente uma amarra o agarra e aperta, até que ele, fraco, liberta todos os desprodutos dos desejos inúteis, que não são inúteis. são maus. são indesejáveis, são... humanos. essas coisas de sentimentos, sabe, querido, não valem de nada. se ao menos produzisse, mas fica apertado, sufocado até morrer, matando junto o que há ao redor. essa vida, querido, de sentir, é muito injusta.
fico aqui eu, sentada, descansando meus últimos 13 minutos, ouvindo umas músicas avulsas escolhidas ao deus-dará-do-meu-winamp, como se fosse uma tentativa de não pensar em nada. pois engana-se quem acha que o escrever incentiva. escrever esvazia. quase pela metade o pote está. faltam 12 agora. e há de ser assim. pois quando não é no shuffle, o deus dará da minha cabeça escolhe músicas que por si só seriam o diesel mais potenciador do motorzinho demoníaco que há em algum lugar dentro de meu cérebro. cérebro, querido? sim. que o coração seja um músculo, e faça flexões de outro modo. que falemos e falemos dele, mas o culpado é o cérebro. morte a ele! morte a todos eles! morte.
morte?
isso me lembra aquela aula de medieval. aquela que teve seu fim há exatos 170 minutos, que corroeu minhas últimas capacidades produtivas e que eu ainda lembro, distante, como uma voz slow motion, cenas em câmera lenta e umas cores meio assim assim. é, querido, você precisa de óculos novos.
a exatos 9 minutos do meu próximo estudo vem o jantar. quentinho, temperado, com gosto de lar. uma maravilha essa coisa de cheirar. comer. mastigar e engolir. uma maravilha essa coisa de não doer ao mastigar. diferente de quando é o cérebro que o faz... mastiga e mastiga. e tritura tudo, e destrói e consome, e às vezes mata. querido, o jantar vai esfriar.
e agora a 7, o jantar esfria, as batatas endurecem e perdem o charme, consumido pelos malditos pensamentos à mesa. proibido deveria ser se levar o cérebro à mesa. proibido deveria ser, querido, levar o cérebro a qualquer lugar dentro de você, onde ele em minutos destrói tudo, em simples 18 minutos que você tinha de vida, e foram transformados em morte.
e põe-se o primeiro montante de comida na boca. ao menos aquilo era real.



"You say that I take it too hard
And all I ask is comprehension
Bring back to you a piece of my broken heart
I'm ready to surrender"
. angra.

domingo, outubro 22, 2006

.

agonizantemente viciante esse bichinho chamado amor.

sábado, outubro 21, 2006

AI QUE ÓDIO

ai que ódio, ai que ódio, ai que ódio.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai que ódio!

minha rápida capacidade de raciocínio me faz vasculhar a internet inteira e achar cada coisa cabeluda, cada coisa, cada coisa!
gente invejosa. invejosa! invejosaaaa!! lá lá lá!
¬¬

acho que ter um namorado 3 anos mais novo não tá me fazendo bem.
agora eu sou tomada por essas crises de superproteção querendo bater, esquartejar e comer a carne quente das pessoas que de algum modo falam mal do MEU NAMORADO PEQUENO, da banda dele, das notas dele, do cabelo dele, OU DE SEJA LÁ O QUE FOR.
ai que ódio, ai que ódio.
eu odeio gente invejosa, falsa.
ele é tão pequenininho!
a banda dele ganhou porque mereceu. mereceu e mereceu!
e quem diz que não é porque tá faltando pau no cu!
não fode! ora!



¬¬

eu ainda mato um!


pronto, ta desabafado.

quinta-feira, outubro 19, 2006

living reflection...

Measuring a summer's day,
I only finds it slips away to grey,

The hours, they bring me pain.


Tangerine, Tangerine,
Living reflection from a dream;
I was her love, she was my queen,
And now a thousand years between.


Thinking how it used to be,
Does she still remember times like these?
To think of us again? And I do.



nossa. temo que as músicas tenham perdido o significado pra mim.
não todas. algumas são realmente grandes, como essa e the rain song, e algumas poucas outras, mas tem umas que...

sabe aquele los hermanos? se perdeu. uma pena.

eu gostava muito, sentia grandes coisas, chorava grandes rios, etcétera e tal, mas... algo secou. não só as lágrimas, ou os sentimentos plenos, mas a vontade. é, a vontade secou.
a vontade de acompanhar, gritar e até ouvir, secou. los hermanos era muito íntimo e foi se perdendo de uma maneira tão feia que sumiu. não acho por causa disso que era uma fase, só penso - e isso vem como uma confirmação -, que algo muito grande da minha essência realmente se perdeu, ou simplesmente tenha mudado de maneira tal que até o los hermanos, a grande certeza do meu ser, se perdeu.

não digo o los hermanos como banda só, as músicas, nem só os shows, os amigos. digo tudo. e quando digo tudo, quero dizer mesmo tudo. todas as coisas que faziam o los hermanos ser pra mim o los hermanos. aquela banda que me fez achar pessoas maravilhosas de muitos cantos do brasil, que me fez fazer bons amigos de fila, que me fez chorar, gostar de confetes, que me fez produzir belíssimas coisas inspiradas por eles. quando digo tudo, digo tudo. e tudo se perdeu. e eu olho agora aqui do meu banquinho e vejo tudo tão longe, distante, meio embaçado até. talvez sejam meus óculos, fracos, arranhados e embaçados. talvez seja isso. os óculos que não me deixam ver direito dentro de mim mesma. ou então minha ex-essência se escondeu atrás de algo que eu, francamente, não consigo identificar o que é.

ainda me vejo, em certos momentos, fazendo balaços momentâneos dos meus dias, das minhas horas, dos pequenos minutos e segundos, e racionalmente e até emcionalmente, me vejo bem. ponho as coisas na balança e vejo que tudo está bem. eu tenho uma boa vida, sou feliz, essencialmente feliz. me vejo um todo que talvez não tenha visto em nenhuma época da vida. mas ainda assim, a felicidade parece tão chata e sem graça, sabe?
às vezes penso que é tão ruim me sentir completa mesmo sem ouvir música como ouvia antes, e às vezes penso que talvez seja realmente isso que falta pra mim. música. talvez se a música ainda fosse tão presente eu seria mais feliz. não mais feliz, mas mais... emocionada. não tem adiantado muito ser feliz como eu sou, e realmente sou, e ser tão sem graça. a vida tem sentido, ainda bem, mas falta graça.

e falta saco. falta paciência. falta interesse.
eu me sinto completa, agradecida pelo que eu tenho (eu tenho muitas boas coisas, coisas realmente legais), mas falta. e falta algo que não depende de ninguém, nem de mim talvez.

talvez a vida boa seja chata.

complicado, hun?

chato - diria eu - bem chato.






* gostaria eu de ressaltar que o led zeppelin, contrariando tudo o que eu disse, ainda me toca. oh god, thanks.

terça-feira, outubro 17, 2006

e me lembrou pais e filhos...

primeiro de tudo, eu não deveria estar aqui.
é, impressionante, eu não deveria mesmo.
logo no dia que penso em tanto o que escrever, tenho tanto pra ler que as duas obrigações e vontades se chocam na minha mente e eu fico imóvel, mastigando lentamente, tentando organizar tudo.
gosto mais dos animais do que das pessoas. não sei desde quando, e nunca soube explicar direito porque, mas é assim que é. geralmente, um "é como eu sinto" deveria bastar aos ouvidos enxeridos. ninguém poderia me perguntar isso, mas alguns teimam em achar que podem.
e assim ia... assim eu sentia, me punindo aqui ou lá por sentir assim, por dormir e acordar sempre olhando pro meu gato com mais carinho do que pro meu pai, ... e assim ia. eu nunca soube explicar, e talvez nunca tenha exigido de mim mesma essa explicação. se tantas pessoas fazem coisas idiotas sem se preocupar, por que eu deveria fazer? a velha desculpa... talvez tenha ficado assim com o tempo. talvez eu tenha me decepcionado tanto, que mesmo sabendo que as pessoas não são iguais, que cada um é dotado de uma peculiaridade única e pitoresca, alguma parte dentro de mim resolveu que melhor seria pra mim se olhasse de modo diferente pros humanos. com um certo desprezo talvez, um falso ar de superioridade. e fácil era: só fingir que eu era um gato. como agora. como semana passada, ano passado, ontem, e hoje de manhã. e todos os dias desde que passei a sentir assim. e então conviver com as pessoas passou a ser uma visita a espécies longínquas, distantes, desconhecidas, mas nem por isso interessantes. tudo o que eu queria era voltar pra minha caixa de areia e meu pote de ração no final do dia.
por não gostar das pessoas, menos apreço eu teria ainda pelas crianças. coisinhas bonitinhas, bolinhas de banha e cocô que mais tarde se tornariam -seja lá na forma que fosse- algo abominável e extremamente nocivo aos animais, à terra, ou a porra que fosse. bebê é legal. glaucifermente falando, até serem aculturados. depois que se começasse o processo de contato deles com a cultura, endoculturação etc e tal, aí começaria a encheção de saco. por isso eu preferia os macacos, era aí que estava então a diferença. e que se fodesse a fala. quem liga? cada dia menos eu falo com as pessoas mesmo. e, susto à parte dos que me cercam, I don't give a shit. de verdade. eu tento me importar, mas ainda sinto que tenho mais a pensar e ler do que falar. falar, falar... pra que se no final do dia não terá sido nada útil? poupemos a saliva que pode ser muito útil desborrando esmaltes, colando cartas, adesivos velhos, sujando o chão e outras maravilhas.

é.

eis que um ser de 40 centímetros nasce e muda um pouco a rotina da família.
telefonemas, emoção, fraldas, chupetas e mamadeiras.
um bebê na família. e vindo logo de quem! susto à parte das pessoas que me cercam, logo da minha irmã! aquela! eu nem falo com ela direito. ela nem me liga no meu aniversário, mesmo que eu ligue no dela (obrigada pela minha mãe, que não sabe explicar direito porque, mas diz que tenho que amá-la como amo meu irmão. sempre essas regras da instituição família, que eu, aliás, sinto que não entendo).
e eis que surge o melequento. pequenininho, com cara de joelho, sem dente, sem expressão facial clara, sem nada. sem nenhuma noção do que eu penso ou as pessoas ao redor pensam, aliás, sem a menor noção de que elas pensam. e de que ele mesmo pensa. se é que ele pensa... bem, ele pode ser como o bebê de "olha quem está falando"... whatever...
e então, desde o surgimento dele, eu fico pensando... por que será que eu não me permito gostar mais das pessoas como antes? os bebês, a família, as pessoas próximas, ou qualquer uma... por que?
depois de quase dois meses na faculdade, estudando o que eu estudo, a ínfima parte do todo, -porque foi só isso o que estudei até agora- só chego a uma conclusão, que se acentua a cada dia, é coerente e creio que agrade a todos. eu tenho medo. medo sim. lógico, não medo do que podem fazer individualmente a mim, pessoalmente, numa relação comigo. uma das poucas boas coisas que eu aprendi até agora foi justamente que o tempo faz passar tudo, de um modo ou de outro. então, seja o que for o que alguém ainda me fará sofrer, eu vou superar. acho que o medo, mais complexo do que esse, é o medo que eu tenho do que todos podem fazer, ou não fazer, ou sequer terem a noção de que podem fazer, ou são, ou... coisas assim, subjetivas assim...
felizes são as pessoas que não sonham em estudar elas mesmas. entende? aquelas pessoas que podem estudar o que for, mas as verdades internas delas, as mais básicas, os pilares da existência delas nunca serão questionados. felizes são os das ciências exatas, ditas naturais. felizes são eles. números, biológico, leis físicas, que "independem da vontade do cientista". felizes são esses que estudam as coisas na faculdade e voltam felizes da vida pra casa, continuando a vida, um dia após o outro, as mesmas relações com as pessoas. felizes são esses, esses são realmente felizes.
fodidos somos nós. como estudar algo que, mesmo que minimamente, também é culpa sua? como estudar isso durante quatro horas do seu dia e voltar pra casa sentindo e pensando as mesmas coisas e não se questionar sobre nada? impossível. quem estuda a sociedade está possivelmente condenado ao caos mental -e eu, ao emocional também. alguma dúvida de que esse é o lugar onde eu definitivamente (não) deveria estar?
será que há alguma pesquisa que mostre o maior índice de suicídios ou surtos psicóticos entre as pessoas da área de humanas do que entre as de exatas ou biomédicas?


errar é humanas.
e eu sempre fui meio errada mesmo.


esse foi o jeito mais escroto de dizer que, (e temerosa estaria de dizê-lo como se me encontrasse um dia diante da minha turma do Pedro II), mesmo com todo os surtos psicóticos, crises existencias, medos e dores que irá me causar, estou fadada a amar o que farei.
na história sim. e ele lá nas ciências sociais. e digamos que ele tenha menos medo do que eu, e por isso vai além.



meu deus.
boa prova pra mim quinta-feira.


ahahaha, a já fatídica risada final.


silverchair, all neon ballroom.

domingo, outubro 15, 2006

pra muita música e pouco papo.

chega a ser cômico, e não é trágico.
volta e meia minha mente perambula pelo pensamento de ter um blog. um constante, cheio de palavras e signifcados. um blog pesado. daqueles tipos que eu tinha muito e me ajudavam muito e me trouxeram muito. daqueles tipos paulistas.
vira e mexe vem essa idéia de novo na minha cabeça, mas ela nunca dá certo. não tenho mais tanto o que dizer pros outros que estejam na internet, nos blogs, nos fotologs... eu já escrevi muito, boas coisas, eu já fui abençoada com grandes coisas, grandes pessoas. muito grandes paulistas, da capital ou não, através daqueles blogs, daqueles pesados, cheios de palavras, cheias de significados. meus e deles. eram grandes coisas, com grandes significados. eu talvez até fosse uma grande pessoa, com algumas grandes verdades, mesmo que absolutamente confrontáveis e frouxas.
hm...
vira e mexe vem essa idéia de ter um lugar pra escrever, não o diário. não as palavras de todo dia, nem de todo o dia. não as palavras do dia-a-dia, mas sim aquelas palavras cheias, pesadas. muitas palavras, com muitas toneladas, cheias de vida, ou morte.
e é sempre a mesma coisa.
abre-se o painel e estão lá meus diversos projetos inacabados, assim como muitos que talvez ainda estejam por aí e eu não procuro mais por medo de achar, e medo de não achar. eles ou a mim, ou enfim... quando se deixa palavras por aí, elas ficam por aí, pesando por aí. saíram de mim, foram pesar por aí. nunca soube mesmo se isso era o importante. nunca vou saber, tenho essa impressão.
fico alguns minutos escolhendo a qual projeto vou dar a incumbência de mais uma tentativa falida de voltar no tempo e fingir algum conteúdo. são alguns nomes, a mesma cara, as mesmas músicas citadas, as cores escuras, os títulos (in)fundados... volto a me lembrar dos paulistas, da capital em fotos... e escolho um projeto aleatoriamente. releio o passado, rio, quase nunca ainda cabe. é cômico, muitas vezes trágico, mas nunca me abala. no fundo eu sei que não vai dar certo, e que voltarei meses depois com igual desprezo ao texto debaixo.
não que eu mude muito, mas que eu finja e minta a maior parte do tempo.
e independente, sempre vou poder me olhar no espelho e negar pra mim mesma qualquer que seja o pensamento perdido nas profundezas do meu cérebro semi-novo. troco, aliás, por um hd novo e boas caixas de som pra acumular e ouvir novas porcarias. troca justa. felicitações ao novo dono.
certeza única é a de que não dará certo, for qual seja o motivo, o objetivo. é um empreendimento falido esse negócio de palavras e peso. as páginas devem ser leves. e hoje em dia o que importa é a câmera digital. zoom óptico 3x, mesmo que o das palavras seja imensamente superior e fiel a realidade. imagem.
nem apagarei nada, para começar coisa alguma. por meses nada começou, e não agora começará.

hm, há.
novas tentativas sempre trazem velhas músicas, com aquelas bandas velhas, que faziam o fundo enquanto eu escrevia aqueles blogs cheios de palavras, aquelas palavras, uma atrás da outra, fingindo grandes e pesados significados. tão grandes e pesados ficavam as páginas que a maioria delas nunca abriu, e apareciam só as palavras, os significados ficavam com aquele ícone amarelo com um ponto de exclamação.
há.
ao menos redescobrem-se as antigas fontes.



ridículo.
[delete blog]
próximo botão.





pearl jam-lost dogs-sad.



(hahahaha)